segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Janela da minha casa - O Céu

Como já havia mencionado, anteriormente, quando iniciei este tema “A Janela da Minha casa”hoje em dia, neste mundo dito moderno, passamos o tempo da nossa vida a correr, correr sem parar, que já nem notamos o quanto o mundo à nossa volta poderá mudar, e o quanto ele é belo e interessante. Não paramos para desfrutar do mundo que nos rodeia. Como já ouvi alguém dizer"...passamos, ao lado de toda uma vida!"
Eu trabalho por turnos, e talvez por isso, consigo ver todas as vertentes que um dia completo tem. O sol e a luz diurna, a beleza do por do sol, a noite misteriosa, e o deslumbrante nascer do dia. O meu “dia” de trabalho passa por todos estes estados de espírito, e todos eles conseguem me surpreender. Basta para um pouco e observar a beleza de cada momento.
Á uns dias, depois de terminar o turno da noite, cheguei a casa e ao olhar pela “janela da minha casa” deslumbrei-me com esta imagem... Espero que gostem:
O céu ao nascer do dia
 
Um dia um grande escritor escreveu;
“O céu colabora na nossa vida íntima, vive connosco, acompanha-nos na mudança do nosso ser; é um confidente, é um consolador; invoca-se, fala-se-lhe. Olhar o céu é, nos nossos climas, uma ocasião de viver: instintivamente, voltamos para ele os nossos olhos. O poeta meridional, cheio de imagens e de cores, contempla-o; o burguês trivial, admira-o; pela manhã, abre-se a janela e vai-se ver o céu! É um íntimo sempre presente na nossa vida; o nosso estado depende dele: enevoado, entristece-nos; claro e lúcido, alegra-nos; cheio de nuvens eléctricas, enerva-nos. É no Céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança. A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no.”

Eça de Queirós, in 'O Egipto'
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